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 COLHEITA

 

Por outras portas entrarei, /

quando a luz me compelir 

e o rocio da manhã luzir

em flores de rosa e espuma do mar.

 Como a primeira sílaba da noite silenciosa 

falarei,

 de sombras e de anjos azuis. 

Assim foi a minha vida.

Sou um clarão, um instante, 

 um crânio branco,

 um crepúsculo, 

um pequeno peixe num lago. 

 Nado em água, aroma

 e vinho doce 

de uma antiga colheita dourada.

 

Maria do Sameiro Barroso, Portugal

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